09/10/2026
TUPI OR NOT TUPI.
Em 1922, a arte brasileira decidiu romper com o passado.
A Semana de Arte Moderna abriu espaço para um Brasil que já não queria apenas repetir os modelos vindos de fora. Queria descobrir sua própria voz — livre, inquieta e genuinamente brasileira.
Em 1928, Oswald de Andrade levou essa ruptura ainda mais longe com o Manifesto Antropófago.
A proposta era provocadora: não rejeitar as influências estrangeiras, mas devorá-las, digeri-las e transformá-las em algo novo — algo que só poderia existir aqui.
Foi assim que Shakespeare virou provocação:
“Tupi or not Tupi: that is the question.”
Quase um século depois, essa ideia chega ao copo.
O caju traz a força tropical.
A cachaça de jambu desperta e eletriza os sentidos.
A catuaba acrescenta intensidade.
O xarope simples encontra o equilíbrio.
Não é uma reprodução do passado.
É o passado devorado, transformado e servido com identidade própria.
Tupi or Not Tupi é a nossa homenagem à Semana de 22, ao pensamento antropofágico de Oswald de Andrade e a um Brasil que nunca precisou escolher entre o que vem de fora e o que nasce aqui.
Porque o Brasil não apenas absorve o mundo.
O Brasil transforma o mundo em Brasil.
Tupi or Not Tupi?
A resposta está no copo.
Novo cardápio do Subterrâneo.
Desça e experimente.
Araraquara