A partir daqui, chegam á ilha milhares de pessoas, vindas de todos os quadrantes de Portugal. Em pouco mais de dois anos, passou-se de uma população que rondaria os 8.000 habitantes para mais de 13.000, se contarmos com os americanos, que para cá se deslocaram, a fim de iniciarem os trabalhos de construção das pistas de aterragem. Assim vão surgindo clubes desportivos, cafés, restaurantes. De entr
e todos e logo no princípio, se destaca o Clube Asas do Atlântico, que nasce a 5 de Outubro de 1946, com a designação de "Clube do Ganso". No ano seguinte (1948) esta instituição toma o nome actual - Clube Asas do Atlântico - e, a partir daqui, a sua projeção para o arquipélago e para fora dele, faz-se meteoricamente, através das actividades das suas seções e por força da audiência da sua Estação Emissora - CSB 81 - criada um ano antes. Até ao principio da década de setenta, pode considerar-se o Clube Asas do Atlântico, como um clube elitista, pois só funcionários do aeroporto, com determinado nível social, ou naturais da ilha pertencentes às classes sociais mais priviligiadas, poderiam associar-se e, mesmo assim, estes últimos, só foram admitidos alguns anos depois da fundação do clube. Por outro lado, as direcções teriam de ser ratificadas pelo Director do Aeroporto, que detinha o poder de vetá-las, se assim o entendesse, práctida esta que só viria a desaparecer com o "25 de Abril". Admirado e respeitado por quantos o conhecem, o Clube Asas do Atlântico soube sempre manter-se como um autêntico baluarte da ilha de Santa Maria e não obstante os periodos de crise e de desânimo que tem atravessado, especialmente nos últimos anos, mercê da forte concorrência, em termos de publicidade que têm surgido, por toda a região, o seu nome é, ainda hoje, um dos mais sonantes do arquipélago e a "voz" mais inportante da ilha. Possui uma rádio a emitir em FM na banda dos 103.2 Mhz onde podem ser acompanhados em direto, todas as incidências do Rallie , bem como todos os factos significativos que acontecem na ilha de Santa Maria.