Poetas do Povo

Poetas do Povo Todas as Segundas-Feiras, entre as 22h00 e as 0h00, no Povo Lisboa. Venham ouvir e dizer poesia connosco!

Um novo espaço intimista à volta da poesia, mas aberto a todas as disciplinas de arte que com ela respirem e partilhem o sentimento de querer exprimir o que está por dentro das palavras.

NO PRÓXIMO DIA 25 AGOSTO - Os Poetas do Povo estão de regresso a Setúbal. Este evento será inteiramente dedicado aos Poe...
22/08/2024

NO PRÓXIMO DIA 25 AGOSTO - Os Poetas do Povo estão de regresso a Setúbal. Este evento será inteiramente dedicado aos Poetas Sadinos e conta com vários cúmplices destas sessões. Fernando Pinto do Amaral e Carla Bolito estarão a declamar e em conversa moderada pelo excelso Nuno Miguel Guedes, brilhantemente acompanhados pelo clarinetista Luís Bastos.
Desde já apresento as minhas desculpas por não poder estar presente enquanto músico, e deixo um enorme abraço e agradecimento ao Luís Bastos por ter aceite o meu convite para me substituir.

Language is a Virus! Poetry is a Virus!Mais uma vez, devido a razões de controle sanitário, nos vemos obrigados a interr...
10/11/2020

Language is a Virus! Poetry is a Virus!
Mais uma vez, devido a razões de controle sanitário, nos vemos obrigados a interromper as sessões de poesia dos Poetas do Povo. Voltaremos logo que possível.

Noutros Lugares

Não é que ser possível ser feliz acabe,
quando se aprende a sê-lo com bem pouco.
Ou que não mais saibamos repetir o gesto
que mais prazer nos dá, ou que daria
a outrem um prazer irresistível. Não:
o tempo nos afina e nos apura:
faríamos o gesto com infinda ciência.
Não é que passem as pessoas, quando
o nosso pouco é feito da passagem delas.
Nem é também que ao jovem seja dado
o que aos mais velhos se recusa. Não.

É que os lugares acabam. Ou ainda antes
de serem destruídos, as pessoas somem,
e não mais voltam onde parecia
que elas ou outras voltariam para sempre
por toda a eternidade. Mas não voltam,
desviadas por razões ou por razão nenhuma.

É que as maneiras, modos, circunstâncias
mudam. Desertas ficam praias que brilhavam
não de água ou sol mas solta juventude.
As ruas rasgam casas onde leitos
já frios e lavados não rangiam mais.
E portas encostadas só se abrem sobre
a treva que nenhuma sombra aquece.

O modo como tínhamos ou víamos,
e que com tempo o gesto sempre o mesmo
faríamos com ciência refinada e sábia
(o mesmo gesto que seria útil,
se o modo e a circunstância persistissem),
tornou-se sem sentido e sem lugar.

Os outros passam, tocam-se, separam-se,
exactamente como dantes. Mas
aonde e como? Aonde e como? Quando?
Em que praias, que ruas, casas, e quais leitos,
a que horas do dia ou da noite, não sei.
Apenas sei que as circunstâncias mudam
e que os lugares acabam. E que a gente
não volta ou não repete, e sem razão, o que
só por acaso era a razão dos outros.

Se do que vi ou tive uma saudade sinto,
feita de raiva e do vazio gélido,
não é saudade, não. Mas muito apenas
o horror de não saber como se sabe agora
o mesmo que aprendi. E a solidão
de tudo ser igual doutra maneira.
E o medo de que a vida seja isto:
um hábito quebrado que se não reata,
senão noutros lugares que não conheço.

Jorge de Sena

Poetas do Povo ( #333) / Escritores de Canções. Com: Benjamim, Nancy Knox, Rui Portulez. Música de Flak. Hosts: Nuno Mig...
19/10/2020

Poetas do Povo ( #333) / Escritores de Canções. Com: Benjamim, Nancy Knox, Rui Portulez. Música de Flak. Hosts: Nuno Miguel Guedes e Alexandre Cortez.
A canção é algo paradoxal. É a possibilidade linda do efémero se tornar eterno. Escrever uma canção é uma arte delicada, um ofício nobre porque muitas vezes se pode confundir com a nossa vida. Os Poetas do Povo celebram todos os artífices da canção, no que será uma sessão para ficar na memória.

Poetas do Povo ( #332) / A Mosca do Infinito Serve à Mesa, 12 Outubro 19h. Com Marta Lapa, Paula Cortes e Valério Romão....
08/10/2020

Poetas do Povo ( #332) / A Mosca do Infinito Serve à Mesa, 12 Outubro 19h. Com Marta Lapa, Paula Cortes e Valério Romão. Música de José Anjos. Hosts Nuno Miguel Guedes e Alexandre Cortez.
Sendo homem, não dirás que coisa acontecerá amanhã; e quando vires um homem feliz, não dirás por quanto tempo será. Porque nem mesmo a deslocação de uma mosca de longas asas é tão rápida como a mudança da sorte.

— Simónides de Ceos, poeta grego (ca. 556 a.C. — 468 a.C.)

POETAS DO POVO ( #331) / A. Mi. Anto, 5 Outubro 19h. Com Manuel A. Domingos e Miguel Martins. Música de António de Miran...
30/09/2020

POETAS DO POVO ( #331) / A. Mi. Anto, 5 Outubro 19h. Com Manuel A. Domingos e Miguel Martins. Música de António de Miranda. Hosts: Nuno Miguel Guedes e Alexandre Cortez.
Manuel A. Domingos e Miguel Martins, dois dos maiores poetas persas do séc. XI (embora sempre preteridos pela crítica, em prol desse bebedolas dissoluto chamado Omar Khayyām), ler-nos-ão poemas de sua autoria.
A seu lado, à guitarra, o também poeta António de Miranda interpretará alguns dos mais belos temas do cancioneiro servo-croata.
Quem não aparecer é porque acha que o Trump e o Bolsonaro não ficavam lindos empalados pelo c***o de um rinoceronte.

Poetas do Povo ( #330) / A Nova Metamorfose, 28 Setembro 19.00h (Lançamento de Livro – Emporium Editora). Com Leonel Ven...
22/09/2020

Poetas do Povo ( #330) / A Nova Metamorfose, 28 Setembro 19.00h (Lançamento de Livro – Emporium Editora). Com Leonel Ventorim, Sandra Gonçalves e Miguel Ângelo. Música de João F. Gomes. Hosts: Nuno Miguel Guedes e Alexandre Cortez.

"Numa certa manhã uma barata acorda transformada. Em quê? Num monstruoso humano. Na visão das baratas, é o que devemos ser, na nossa própria visão, é no que nos tornamos, monstruosos humanos, uma espécie de alienada de sentimentos e viciada em mundos virtuais. É um texto contundente, pertinente, porém, uma sátira algo humorística sobre a desumanização contemporânea, porque talvez o riso ainda nos possa salvar. Talvez." Elisa Lopes Antunes, Emporium Editora.
Leonel Ventorim é uma mistura de sangue europeu (Itália e Portugal) com naturalidade sul americana (Rio de Janeiro), mas crescido, desde pequeno, em Lisboa. É um "Dandy Agitpop" e um dos últimos românticos e é apaixonado pelo Botafogo de Futebol e Regatas.

Poetas do Povo ( #329) / Manifesto pelos 50 anos da Morte de Almada Negreiros. 21 de Setembro, 19.00h. Leituras de João ...
17/09/2020

Poetas do Povo ( #329) / Manifesto pelos 50 anos da Morte de Almada Negreiros. 21 de Setembro, 19.00h. Leituras de João Morales com Luís Bastos no Clarinete e Nuno Faria no contrabaixo.
"Isto de ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser. Ser moderno não é fazer a caligrafia moderna, é ser o legítimo descobridor da novidade."
Sejam elegantes, venham descobrir a novidade!

Poetas do Povo ( #329) / Manifesto pelos 50 anos da Morte de Almada Negreiros. 21 de Setembro, 19.00h. Leituras de João ...
16/09/2020

Poetas do Povo ( #329) / Manifesto pelos 50 anos da Morte de Almada Negreiros. 21 de Setembro, 19.00h. Leituras de João Morales com Luís Bastos no Clarinete e Nuno Faria no contrabaixo.

"Isto de ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser. Ser moderno não é fazer a caligrafia moderna, é ser o legítimo descobridor da novidade."
Sejam elegantes, venham descobrir a novidade!

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