14/12/2014
https://www.facebook.com/Lilianapalhinha/posts/597379630368354
Obrigada a todos os que tiveram a lembrança de me surpreender com esta evocação do Pátio de Letras e de dela fazer tema do último encontro de 2014 da Tertúlia Farense, obrigada ao Fernando Leitão Correia, figura determinante na sua concretização, obrigada a todos os que os que discursaram (João Guerreiro, Fernando Santos Pessoa e Maria Fernanda Morais), obrigada a todos os que estiveram nesta dita homenagem com sinceridade.
Ficam as palavras amigas da Maria Fernanda Morais, as únicas de que é possível partilhar aqui o registo:
«Ontem, a Tertúlia Farense prestou uma justa e inesperada homenagem a Liliana Liliana André Teles Palhinha no Restaurante Faz Gostos, num ambiente muito intimista e afectivo.
A livraria do Pátio das Letras encerrou no dia 30 de Agosto do presente ano, dando-se assim por findo um ciclo de 6 anos de actividade significativa em prol dos livros e da cultura.
O emblemático Pátio das Letras abriu em Faro no dia 12 de Julho de 2008. Desde o primeiro dia, Liliana Palhinha empenhou-se de alma e coração na construção sustentada de um espaço único da cidade de Faro, onde o espírito criativo foi presença permanente, um espaço de encontro de pessoas e partilha de ideias, onde a cultura fluiu com a insustentável leveza com que se respira. Sem sombra de dúvida, o projecto de eleição de Liliana originou momentos mágicos, maravilhosos de reflexão, muitos sorrisos e pura emoção.
Por lá passaram, inúmeros escritores, cito a título meramente exemplificativo nomes como António Lobo Antunes, Mia Couto, José Eduardo Agualusa, Julieta Monjinho e Lídia Jorge, madrinha do Pátio, em conversas únicas, extremamente enriquecedoras no aprofundamento da mágica aventura de Ler.
O Pátio das Letras, foi para mim uma segunda casa, vivi lá momentos emotivos inesquecíveis, que agradeço de forma sentida a Liliana Palhinha. Sem o Pátio fiquei mais pobre, a cidade de Faro perdeu um local de excelência, que fazia toda a diferença, porque os livros lá tinham outra cor, outro sabor, na dimensão afectiva de quem ama profundamente o universo literário, de quem, reproduzindo as palavras de Jorge Luís Jorge, sempre imaginou que o Paraíso fosse uma espécie de Livraria.»