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29/01/2024

Sem sono

Numa noite sem sono
E sem estrelas no céu
Foi no fim do outono
Que meu sonho se perdeu

Tantas vezes me disseram
E, eu não quis acreditar
Todos não compreenderam
Onde eu queria chegar

Foi já sobre a madrugada
Como estando num porto
Senti que não tinha nada
E não sei como, fiquei dono

Acabando, por me deitar
Deitei.me sem ver a Lua
Mais uma noite a penar
Sem Luar na minha rua

Passei toda a noite á vela
A luz que eu, ainda tinha
Sofri só por causa dela
Que só de madrugada vinha

Ao longe o, romper da Aurora
Que pintou o horizonte
E, com o Sol tudo melhora
Na encosta desse monte

Mas de repente, se voltou
E conseguiu adormecer
O inverno assim passou
E eu acordei, para viver

João Fonseca

15/01/2024

De frente pró mar
Para ver as ondas
Vi o mar a churar
Com areias tontas

Praia tão pequenina
Coberta de espuma
É de areia fina
E só temos uma

Um peixe a nadar
Só de madrugada
Um peixe a chorar
Pela água gelada

Lá no polo norte
No gelo eterno
Procurando a sorte
Num mês de inverno

Um peixe pescado
Que morre de magoa
Asfixiado fora da água
Depois de pescado

Morreram de pena
Na espuma da praia
Na praia pequena
O peixe desmaia

João Fonseca

30/08/2023
26/08/2023

O CALOR

Um Agosto bem quente
Com tardes de abrazar
Como a água fervente
No corpo a queimar

Temos um ano diferente
Diferente até no calor
Para praia minha gente
Na sombra, fazer amor

Vamos na beira do rio
Pra sombra dos ameeiros
Todas as tardes a fio
Ou mesmo dias inteiros

Nadar em água corrente
Em cada dia de novo
Num rio de água quente
Nas águas do rio Covo

Na sua margem direita
Numa tarde de alegria
Com companhia perfeita
Á sombra até se dormia

Vamos levar a merenda
Fazer a mesa no chão
Um grupo que se entenda
Se ama de coração

Uns aos outros dar a mão
Naquele relvado gigante
Junto á água com paixão
Numa tarde delirante

Acaba o mês de Agosto
Onde tudo se conhece
Mês quente com todo gosto
Vem Setembro que arrefece

Vão as férias terminar
Até ao ano que vem
Pró ano vamos voltar
E que não falte ninguém

João Fonseca

28/03/2023

CHEGUEI !

Cheguei a Carvalha
Neste dia solarengo
Pedi a Deus que nos valha
No cimo do Reguengo ...

A barroca está vazia
Como quem tem magoa
Se recorda quando sorria
A ver correr tanta água

Neste tempo ia cheia
Com água por toda a parte
Agora só, volta e meia
O rio tem um enfarte

Nesta vida já tão louca
Tão louca de tanto sofrer
A água agora, é tão pouca
Sem água vai, tudo morrer

Agora só a esperança
Vivos nos pode manter
Não vai ficar na lembrança
Pois tudo pode morrer

Quando toda a gente peca
O pecado,nos leva á morte
Se não vencermos esta seca
Bem triste será,a nossa sorte

Agora ninguém tem fé
Neste mundo de erezia
Cada um é como é
Tudo acorda, com azia

Mais eu não vou escrever
Sinto que tudo está cansado
Já ninguém gosta de ler
Ou se sente envergonhado

O mundo é como a água
Que tem vergonha de correr
O mundo já não tem magoa
Deixa se antes morrer

Um poema era uma arma
Uma cantiga era a sorte
Uma canção para ter fama
Era uma pena de morte

Como a água envergonhada
Pelas barrocas antigas
Foi se embora sem mais nada
Já não vai com as cantigas

João Fonseca

02/12/2021

Brevemente reabre com nova gerência gerencia

18/12/2020

Uma cervaja, um copo de vinho,é tudo igual!
Beber por amor,nunca causa dor e nunca faz mal !!!

Quando se ama não se engana
Tudo se perdoa
Se for com carinho, conversa beixinho
Não fales à toa

24/10/2020

Endereço

Bruscos
Condeixa A Nova
3150-313

Telefone

964464379

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