Nossa história
HISTÓRICO THEATRO MUNICIPAL CAPITÓLIO DE VARGINHA
Tombado pelo CODEPAC - Conselho Deliberativo do Patrimônio Artístico e Cultural de Varginha, através do Decreto de tombamento nº 2.432 de 03/03/2000
• Capitólio, do latim caput: cabeça; Templo do Deus Júpiter, (rei dos deuses e dos homens); esplendor, glória, triunfo.
• O nome “Capitólio” foi dado por indicação popular(votação) no ano de sua inauguração.
Inaugurado em 12 de outubro de 1927, o Theatro Municipal Capitólio vem registrando em Varginha, ao longo de seus 77 anos, a história da arte e da cultura, não só da cidade e da região, mas também do Estado e do nosso país. Em estilo eclético, como convinha a uma casa de cultura na década de 20, o edifício foi idealizado pelo industrial José Navarra, tendo como espetáculos inaugurais o filme “Cabaret”e uma encenação cômico-dramática pelo Trio Esperança Diez, na época sucesso no eixo Rio-São Paulo.
Os efeitos sonoros nos filmes mudos eram então, feitos pelo farmacêutico Pedro de Alcântara da Rocha Braga e suas filhas Carmem e Carmelita, que simulavam com objetos rudes e manuais, os passos, ruídos, tempestades, cavalarias e os românticos beijos da época.
Em 12 de outubro de 1930, foi inaugurado o sistema sonoro. Como não havia ainda rádio e televisão, eram os jornais cinematográficos que divulgavam os grandes acontecimentos da época. Ultrapassando sua esfera de cinema, o Theatro Capitólio estimulou as artes trazendo companhias teatrais das grandes cidades.
Mais tarde é construído o Cine Rex, e posteriormente o imponente e luxuoso Cine Rio Branco, inaugurado em 1956. O Capitólio deixa de ser cinema lançador, muda o tipo de freqüência, o "footing" desaparece e as badalações mudam definitivamente para a avenida Rio Branco.
Na década de 70, o Capitólio passa a funcionar apenas como cinema, iniciando um período de decadência, que culminou com o seu fechamento, em 1982. Em 1983, uma grande movimentação da classe artística e intelectual leva a Prefeitura a adquirir o velho prédio, iniciando em seguida uma grande reforma. No dia 26 de outubro de 1985, é reaberto somente para espetáculos teatrais, ganhando uma galeria de artes, denominada Foyer Aurélia Rubião.
Hoje, com 617 lugares fixos, serve de palco para os grupos locais, regionais e nacionais, além de importantes companhias internacionais. Mantido por dotação orçamentária da Prefeitura e administrado pela Fundação Cultural do Município de Varginha, o Theatro Capitólio vem sendo palco de renomados espetáculos, contribuindo para a cultura de gerações.
Principais Artistas e Companhias nacionais e internacionais que já passaram pelo Capitólio:
Grupo Galpão de BH, Ponto de Partida de Barbacena, Armatrux e Gira Mundo de BH. Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal de São Paulo, Orquestra Sinfônica do SESI/BH, Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, Orquestra Filarmonica de Minas Gerais, Sinfônica de Poços de Caldas, Sinfônica de São João da Boa Vista, Orquestra OPUS de BH, Orquestra Jovem Beethoven de São José do Rio Preto, Orquestra de Câmara de Sttutgart da Alemanha, a famosa orquestra de Câmara “SUK” e o Trio Guarnéri de Praga da República Cheka, o renomado quarteto de Cordas “I Virtuosi” do teatro Scalla de Milão, da Itália, o Trio Caprichio de Minesota dos Estados Unidosos e os grandes pianistas Nelson Freire e Arthur Moreira Lima, o saudoso Maestro e Saxofonista Internacional Paulo Moura, Grease o Musical (montagem nacional), Ballet Folclórico da Rússia e da China e as Companhias do Ballet Folclórico da Eslováquia, da Ucrânia e da Biello Rússia, dentre outros.
Shows com os artistas TUNAY, SAULO LARANJEIRA, BELCHIOR, RENATO TEIXEIRA, PAULINHO PEDRA AZUL, ALMIR SATER, ZÉLIA DUNCAN, ADRIANA CALCANHOTO, ANA CAROLINA, MAESTRO ELOMAR, GERALDO AZEVEDO, ZECA BALEIRO, GRUPO ROUPA NOVA, 14 BIS, JOANA, OSWALDO MONTENEGRO, FLÁVIO VENTURINI, LÔ BORGES, BETO GUEDES, GUILHERME ARANTES, MARINA MACHADO, MAURÍCIO TIZUMBA, SÉRGIO SANTOS, JOÃO BOSCO, ROBERTA CAMPOS, DIOGO NOGUEIRA, dentre outros.
Pelo seu palco passaram ainda vários atores nacionais renomados como como Alda Garrido, Eva Todor, Procópio Ferreira, Ângela Maria, Emilinha Borba, Juca de Oliveira, Débora Duarte, Bibi Ferreira, Dercy Gonçalves, Chico Anysio, Rosi Campos, John Hebert, dentre outros.