Eram os peritos no uso do “lodestone” ou “waystone”, minério magnético conhecido como imã, forma primitiva de bússola. A palavra Prático (PILOT) vem do holandês seguindo a composição: PIELON – para sondar; LOGO – piloto; e LOOT – direção da profundidade. Uma das primeiras referências sobre o serviço de praticagem data de quatro mil anos, no tempo de Abraão. Naquela época, já existiam os Práticos d
e UR, na Caldéia. Somente no século dezesseis a praticagem se tornou organizada como insituição. Isto ocorreu na Grã-Bretanha, com Henrique VIII, com a criação da Casa da Trindade e seu Guia dos Marinheiros. No Brasil, a história da praticagem teve início com a carta régia da abertura dos portos brasileiros às nações amigas, feita por Dom João VI em janeiro de 1808. Em conseqüência deste ato, em junho do mesmo ano, foi criada a função de Piloto Prático da Barra do Porto do Rio de Janeiro. Em Santos, as primeiras referências remontam ao século XIX. Em 1933, o Ministro da Marinha, Almirante Protógenes Pereira Guimarães, autorizou a criação da Associação dos Práticos da Barra, Canal e Porto de Santos, primeira entidade congregadora dos serviços de praticagem que, até então, eram realizados de forma avulsa. Hoje, o Porto de Santos é o maior da América Latina e tem se modernizado, acompanhando a evolução da tecnologia marítima mundial. A Santos Pilots, responsável pelos serviços de praticagem no Porto de Santos e Baixada Santista desde 1990, também avançou no mesmo ritmo e reúne capacitação e tecnologia a fim de assegurar, com responsabilidade, a segurança das manobras marítimas nas águas portuárias. Diariamente são realizadas dezenas de atracações e desatracações.
24 horas por dia, 365 dias ao ano, a capacidade profissional dos Práticos e a eficácia das estruturas de apoio são colocadas à prova. Por isso a reciclagem é exigência permanente e realizada de acordo com as mais modernas normas internacionais, em parceria com a Marinha do Brasil e o Conapra – Conselho Nacional de Praticagem. Os Serviços de Praticagem estão presentes em todos os portos organizados do mundo e a profissão de Prático surgiu como decorrência da própria existência da navegação. Este serviço consiste no conjunto de atividades profissionais de assessoria ao Comandante do navio, requeridos por força de peculiaridades locais, que dificultem a livre e segura movimentação da embarcação.
É um serviço prestado por profissionais técnicos especializados, chamados Práticos, com o objetivo de garantir a segurança da navegação em zonas de alto risco de acidentes ou ecologicamente sensíveis e que sofrem a influência de ampla gama de condições locais, em permanente mutação tais como: ventos, correntes, variações de marés, assoreamentos, etc. No Brasil, os Serviços de Praticagem são regulamentados pela Marinha do Brasil, através da DPC – Diretoria de Portos e Costas.