NA MOOCA, O NOVO dom marom ALIA SANDUÍCHES PRECISOS, BOAS CERVEJAS E ALMA PSICODÉLICA
Nem steakhouse de shopping center, nem pub de paquera. Bodega Queen'S soma a inspiração dos tradicionais diners ianques a desejos e necessidades gastronômicas da Mooca e vizinhança, resulta em um misto de rhythm and blues no som e na decoração, e de rhythm, burgers e beers à mesa. Inauguração dia 19 de junho, o
sobrado espaçoso começou a ser projetado para abrigar uma oficina mecânica para motos Harley-Davidson. Ao longo da reforma, acabou guardando apenas um ou outro pôster da marca na parede – hoje camuflados entre imagens psicodélicas, capas de discos da década de 1970 e cantores como Jimi Hendrix e Chuck Berry –, ganhou uma cozinha profissional, dezenas de mesas, um piano, duas mesas de sinuca, dois bares, torneiras e freezers preenchidos por cervejas artesanais (caso da sorocabana Dama e da Madalena, de Santo André) e um cardápio substancioso. Nesse sentido, as receitas abusam de sabores e fartura, sem medo de infringir dietas ou de serem audaciosas. Vão daí porções robustas como a de croquetes de costelinha com chutney de tomate e a de buffalo wings com molho de iogurte e as do menu de fries – palitos, rústicas ou chips com meia dúzia de molhos, entre eles, o de blue cheese e a compota de cebola. Em contrapartida, uma pegada cajun-créole da cozinha se anuncia em pratos como a jambalaya (arroz com frutos do mar), no tempero do cuscuz marroquino com batata-doce e abóbora ao mel e em sanduíches como o po boy (com camarões e lulas) Aliás, são os sandubas que dominam as alternativas da casa. Na versão sliders, isso é, porções de quatro unidades, há pão australiano com salmão defumado, abacate, cebola roxa e mini, assim como pernil desfiado, queijo e cebola caramelada no pão campanha. Já entre os hambúrgueres, há combinações como o Jack The Drunk (hambúrguer, alface, tomate, cebola chapeada, cheddar e maionese caseira guarnecido de catchup artesanal da casa com Jack Daniels) e o Monster Truck (hambúrguer de 200 gramas com queijo prato, bacon defumado, onion rings e molho barbecue). Vale dizer que o blend de carnes é sempre o mesmo e sua fórmula é secreta. Para embalar, além do rock e blues no som, cerca de 70 opções entre rótulos de cerveja, garrafas de uísque, vodca e tequila para clubes, coquetéis clássicos e exclusivos. Entre estes, chama atenção o que leva o nome da casa, tangerina macerada, gelo de água de côco e Jack Honey; e o Lazy, com gim, xarope de maracujá vernelho e chá verde. Ao fim, para equilibrar a glicose, sobremesas como o ice cream sandwich (sorvete de creme ou chocolate entre dois cookies), apple crumble (com nozes e calda de caramelo de Jack Daniels) e bolos como o CC brownie (com calda e pedaços de chocolate) e o red velvet. Em tempo: CC Rider, a canção icônica do blues, conta a história de um amante errante e deu origem a expressão easy rider. Gravada em 1924, ela ganhou versões de Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, Ray Charles, The Who, Janis Joplin, The Grateful Dead e Bruce Springsteen, entre outra centena de artistas.