04/10/2024
Cineclube Bohu!
Imaginários de Canudos – 127 anos
Cineclube Bohu: ciclo outubro 2024
sessões GRATUITAS!
sábados
16h abertura
17h exibição filme
Teatro Popular Solano Trindade
Av. São Paulo, 176 – Embu Das Artes
Parceria
Movimento M’Boy
Na Garaca
Teatro Popular Solano Trindade
Após os filmes, serão apresentados temas de aprofundamento e abertura com o público para roda de debate.
PROGRAMAÇÃO
05/10
> Guerra de Canudos (1997, Sérgio Rezende, 170 min)
Em 1893, Antônio Conselheiro (José Wilker) e seus seguidores começam a tornar um simples movimento em algo grande demais para a República, que acabara de ser proclamada. A nova ordem não podia aceitar que humildes moradores do sertão da Bahia desafiassem a República. Assim, em 1897, esforços são reunidos para destruir os sertanejos. Estes fatos são vistos pela ótica de uma família com opiniões conflitantes sobre Conselheiro.
12/10
> Antônio Conselheiro e a Guerra de Canudos – TRECHO (1977, Carlos Augusto “Guga” de Oliveira, 14min)
A produção televisiva é uma mescla de ficção e documentário, retratando os principais acontecimentos do conflito da Guerra de Canudos (1896). O elenco conta com a atuação do ator dramaturgo cineclubista Benê Silva. O material disponível do filme é um trecho exibido no Globo Repórter de 19/04/1977.
> Canudos (1978, Ipojuca Pontes, 63 min)
A história e a luta de Antônio Conselheiro e a gente de Canudos no final do século XIX. Um levantamento de Ipojuca Pontes e narração de Walmor Chagas com depoimentos de testemunhas oculares, que representou o Brasil no Festival de Cannes (França) e San Sebastian na Espanha.
19/10
> A Matadeira (1994, Jorge Furtado, 16min)
O filme conta o massacre de Canudos a partir de um canhão inglês, apelidado pelos sertanejos de a matadeira, que foi transportado por vinte juntas de boi através do sertão para disparar um único tiro.
> Sobreviventes – Filhos da Guerra de Canudos (2005, Paulo Fontenelle, 78 min)
110 anos depois da guerra, a história dos descendentes de quem conseguiu sobreviver ao massacre. Depoimentos de idosos como seu Antonio de Isabel, que hoje está com 110 anos de idade e é o único homem vivo que conheceu Antonio Conselheiro; seu João de Régis, cujos pais escaparam nos últimos dias da guerra; Dona Zefa de Mamede, cuja mãe saiu de dentro de Canudos no final da guerra para procurar comida e quando retornou a cidade já estava destruída. A obra recompõe a tragédia e o sofrimento dessas pessoas, recuperando o sonho daqueles que queriam apenas viver de forma digna nos sertões áridos e controlados por poucos.
> Os Sertões: conversa com Márcio Amêndola
26/10
> Antônio Conselheiro: O Taumaturgo (1987 - 2010, José Walter Lima, 84 min)
O sagrado e a campanha militar. A confluência dessa narrativa se dá no reencontro dos mitos do Cel. Moreira Cezar e do Antônio Conselheiro, o primeiro como Anticristo e o segundo como Iluminado. Em comum, ambos têm a morte que os transformou em mito no imaginário popular, tal como o Demônio e o Santo. Um vive pelo outro. Ambos morrem, mas o mito, atemporal, sobrevive.