08/06/2013
CÍCERO = CANECA DE PRATA (Entrevista)
"Quando se quer alguma coisa temos que ir atrás. Nada cai do céu. Ninguém dá nada para ninguém. Temos que tornar nossos sonhos em realidades, e das realidades, metas. Não espere que as coisas aconteçam, vá atrás". São frases de um vencedor: Cícero, dono do Caneca de Prata - o "long star salon" brasileiro, mostra aqui como garra e determinação não fazem diferença de classe ou procedência. Seu pub é local obrigatório da av. Dr.Vieira de Carvalho, São Paulo, a se parar, tomar um chope, conversar e olhar o movimento de bears e polar bears que circulam. Um lugar em que os clientes são bem recebidos e tratados. Tudo com um receita muito simples e eficaz: profissionalismo e simplicidade.
Nome Cícero Rodrigues de Oliveira
E-mail: [email protected]
http://click.to/canecadeprata
Idade: 40 anos
Estado civil: solteiro
CB Onde Você Nasceu?
C No Piauí.
CB Quando veio a são Paulo e em que circunstâncias?
C Cheguei em São Paulo em janeiro de 1981, para passar um mês, e fiquei 13 anos sem voltar ao Piauí.
CB Qual foi seu trajeto profissional em São Paulo?
C Quando cheguei em São Paulo, mal sabia assinar meu nome. Sem uma profissão definida, fui trabalhar de faxineiro no Clube Sociedade Harmonia de Tênis. Lá trabalhei por 9 meses. Vi que não teria futuro. Saí e fui trabalhar de ajudante de garçom em uma churrascaria em. Foi lá que senti a necessidade de estudar. Contratei uma professora particular, e depois de um ano, matriculei-me na quinta série no colégio Liceu Sagres. Tive algumas dificuldades logo no começo, por não ter tido um currículo escolar, pois as aulas que tive não foram suficientes para começar na quinta série. E o que tive mais dificuldade ainda foi conciliar o trabalho com os estudos, uma vez que eu trabalhava dois horários: entrava do meio dia até as 15:30h e voltava às 19:00hs até o ultimo cliente, ou seja, até umas 3 da manhã, e enfrentava o colégio das 07:00 até 11:30h . Passei alguns anos nesta situação. Em 1985 resolvi mudar de profissão fui trabalhar de auxiliar de crédito e cobrança numa indústria de roupas. Após isso, fui trabalhar no Banco Mercantil de São Paulo, onde permaneci por sete anos. Comecei como caixa e cheguei à gerência. Resolvi passar algum tempo na Europa, e quando voltei fui gerenciar um departamento numa grade rede hoteleira, que por sinal, é a segunda maior rede hoteleira em tudo o mundo.
CB Como ocorreu se transformar em proprietário do Caneca de Prata?
C Como cliente da Caneca de Prata, em dezembro de 2001: estava passando por lá numa tardezinha. Seu José perguntou-me se eu não queria comprar a Caneca de Prata; não pensei duas vezes: dada a situação da casa, fechei o negócio naquela mesma tarde. Foi por acaso que comprei o Caneca de Prata.
CB Como vê este mundo de Bears, DadBears (Coroas) que freqüentam a noite de São Paulo?
C São pessoas distintas, já definidas, sem frescuras. São homens que gostam de homens.
CB Qual é o perfil do público do Caneca de Prata?
C É um público maduro, elitizado, politizado e que não se preocupa com que os outros pensam sobre eles.
CB Quais projetos tem para o futuro?
C Montar um restaurante para o público gay.
CB Todos comentam que hoje o Caneca de Prata é você e elogiam o tratamento personalizado que confere a seus clientes. O que teria a comentar sobre isso?
C O cliente tem que ser respeitado. Fazer dele seu cliente, e do cliente seu amigo. Sem desrespeitar, e sempre lembrar que ele é sei cliente e não confundir amizade com liberdade.
CB Como vê a noite paulista, ela esta em expansão ou retração ?
C A crise financeira e as incertezas estão afetando a noite paulista.
CB O que há no Caneca de Prata que consegue assim atrair bears, coroas, e pessoas elegantes? Qual é no seu entender a fórmula de sucesso para que os empreendimentos na noite gay sejam duradouros?
C Saber trabalhar com os g**s, pois é um público muito sensível.
Fonte Crônica Bear 2010