13/12/2020
Baderna se apresentou ao mundo em agosto de 2016, há exatos quatro anos e quatro meses. Nascido do punk, desenhado como conceito durante um show do Flicts em uma escola ocupada por secundaristas no ano anterior, sua vocação desde o início foi para a liberdade, a música e a expressão artística e política.
Como qualquer ideia que se põe em prática, Baderna também agregou diversas influências. Das pessoas que o criaram e de todas e todos que o desenvolveram dedicando mesmo que por um dia suas energias àquele espaço. E foram muitas empunhando bandejas, comandas, coqueteleiras, panelas, fritadeiras, calculadoras, baquetas, guitarras, baixos, microfones, controladoras, mesas de som, equipamentos de tatuagem, pianos, teclados, violões, pandeiros, cavacos e todo tipo de instrumentos.
Baderna recebeu mais de 700 apresentações artísticas de quase 500 formações diferentes. Recebeu em seu primeiro ano mais de quinze cozinhas diferentes, sempre 100% veganas como foi a cozinha nestes anos todos. Além disso recebeu quase 100 eventos diferentes e expôs dez ou quinze artistas pelas suas paredes.
Baderna foi pista de dança, balcão de bar, palco, sala de exposições, espaço para palestras e rodas de discussão, restaurante, estúdio de tatuagem, feira e (por um dia) ocupou a rua inteira.
Baderna foi uma ideia que deu certo. Uma ideia que se tornou realidade e fomentou outras ideias, criou uma história própria e sempre se manteve fiel a seus princípios básicos.
Baderna agradece a cada um que esteve com a gente até hoje.
E se despede de seu público, ao menos por enquanto.