15/05/2019
O barco foi-se
Não segurou rebentação
Tripulação: calou-se
Resta o capitão!
Sem sabre, sem sobre...
O último
No íntimo: chora
Agora? Ir embora!
Fugindo do breu, de parcos retratos, repara no pássaro em lúdico abraço
Nada se explica, apenas recorda
Entre tantos transtornos, lida e batalha
Deixava-lhe do forno aguma migalha
Como um louco ainda em evento
Achava que o pássaro
cantava em agradecimento
Nada!
Coincidentemente momento
E pensou:
Que triste!
Por azar ou sorte
Nos veio a morte
Hora de sair, de ouvir quem se despede
Canto da noite que pousou no dia...
A sábia sabiá, sabia.