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Na velha Terra da Garoa, antes da cidade desaprender a conversar, o Bixiga era um país à parte. As mamma italianas corta...
12/05/2026

Na velha Terra da Garoa, antes da cidade desaprender a conversar, o Bixiga era um país à parte. As mamma italianas cortavam linguiça no balcão com a solenidade de quem dava extrema-unção, serviam pizza com molho escorrendo no prato de ágata e, na porta dos bares, sempre tinha um sujeito batucando em caixa de fósforo, lata de azeite ou tamborim amassado. São Paulo ainda fumava sem culpa, bebia cerveja sem pressa e sofria cantando. Isso era vida.

Numa madrugada dessas, o botequim fechou cedo demais pro desespero de Adoniran Barbosa. Procurou cigarro nos bolsos, no paletó, na alma… nada.

“Ô tristeza… amanhã tá muito longe pra quem bebeu hoje.”

Foi quando apareceu um pedreiro saindo da obra, marmita vazia numa mão e um Derby amassado na outra.

“O senhor tá com cara de quem perdeu um amor ou um maço.”

“Os dois. Mas o cigarro dói mais rápido.”

O pedreiro entregou o último cigarro.

“Fica com ele.”

Adoniran acendeu com respeito religioso.

Sentaram na calçada. Garoa fina. Um cachorro latindo ao fundo como fiscal de consciência.

“O que o senhor faz?”

“Eu canto umas tristezas pra umas gente feliz.”

“E dá certo?”

“Brasileiro adora sofrer, desde que tenha violão.”

O pedreiro riu.

“Minha mulher reclama que eu não converso.”
Adoniran tragou fundo.

“Mulher não quer conversa. Quer exclusividade até do teu silêncio.”

O homem ficou pensativo.

O cigarro acabou. O pedreiro levantou.

“Vou embora. Amanhã entro cedo na obra.”

“Construindo o quê?”

“Um prédio de vinte e três andares.”

Adoniran baixou os olhos, filosófico:

“Tá explicado… a tristeza foi morar em cobertura.”

Saúde 🍺

⚠️ Todas as terças de Maio a biroscaaa de Santana dá aquela molezinha pra você começar a semana com o pé direito, curtin...
12/05/2026

⚠️ Todas as terças de Maio a biroscaaa de Santana dá aquela molezinha pra você começar a semana com o pé direito, curtindo caipirinhas cheias de maldade e driks especiais em dose duplaaa ☘️🙏☘️

Ô sorteee...

Não marca bobeira e marca @ aquele amigo(a) que precisava dessa desculpa pra curtir com você !!!

Aquela comida puxadaaa no carinho com aquela maldade que só a birosca tem ❤️🙏❤️
08/05/2026

Aquela comida puxadaaa no carinho com aquela maldade que só a birosca tem ❤️🙏❤️

A programação de Maio das duas casas não se esconde, se exibe, quase despida de pudor, como quem sabe o que tem nas mãos...
05/05/2026

A programação de Maio das duas casas não se esconde, se exibe, quase despida de pudor, como quem sabe o que tem nas mãos.

É um chamado meio canalha, desses que não batem à porta, arrombam.

Não dá mais pra alegar desencontro com o destino, nem posar de alma atrasada. Isso já não cola nem em mesa de bar ruim.

Santana e Itaim estão ali, de braços abertos, chope na temperatura exata e uma certa perdição cuidadosamente servida, porque viver direito, no fundo, sempre teve algo de errado.

Escolha um dia qualquer, vista sua melhor irresponsabilidade e apareça.

Pode ser de chinelo mesmo, que a vida não exige traje social pra acontecer.

Agora, faltar… faltar é outra história.

É quase uma decisão estética de fracassar, daquelas que a gente tenta disfarçar, mas o espelho entrega. 🍺

05/05/2026
A agenda de Maio das duas casas está ali, aberta, sem rodeios.Um convite quase imoral. Já não cabe fingir desalinho com ...
05/05/2026

A agenda de Maio das duas casas está ali, aberta, sem rodeios.

Um convite quase imoral. Já não cabe fingir desalinho com o destino ou preguiça de viver.

Santana e Itaim te aguardam com o chope perfeito e tentações à mesa.

Escolha o dia, vista sua melhor falta de compromisso e venha — até de chinelo.

Porque, sejamos honestos, deixar isso passar é fracassar com uma elegância desnecessária. 🍺

📌 Reservas: (11) 964014488 SANTANA - (11) 30457913 ITAIM

O botequim não é um bar. É uma igreja torta onde a fé não pede perdão e a amizade comunga sem liturgia. Ali, pecadores b...
05/05/2026

O botequim não é um bar. É uma igreja torta onde a fé não pede perdão e a amizade comunga sem liturgia.

Ali, pecadores brindam absolvições provisórias entre um gole e outro, enquanto a fumaça desenha confissões que ninguém terá coragem de repetir à luz do dia. Sempre há um sujeito apagado num canto, desses que falam pouco e acertam muito, distribuindo conselhos como quem entrega fósforos a incendiários emocionais.

O balcão, coitado, aguenta tudo: cotovelo, lágrima e mentira mal contada. Vira divã de quem não pode pagar terapia, mas precisa sobreviver à própria cabeça. Num gole, você desaba; no seguinte, receita soluções universais.

É assim: cada copo lava um segredo mal resolvido e cada gargalhada tenta esconder um rombo antigo no peito.

No Braca, a vida perde a gravata, desaprende a postura e dança bêbada sobre o cansaço. É um retrato indecente da alma, e por isso mesmo, verdadeiro. Nada mais honesto do que essa desordem etílica onde todo mundo finge controle enquanto desmorona com elegância.

É nesse território que Moacyr Luz e João Nogueira se encontram, dois cronistas da noite, desses que escrevem com o ouvido colado no coração do povo.

Moacyr, um ourives da melodia, lapidando canções como quem salva memórias do naufrágio.

Suas músicas não são apenas cantadas: são herdadas, atravessando vozes como Beth Carvalho, Maria Bethânia, Gilberto Gil, Nana Caymmi, Martinho da Vila…

Gente que não interpreta, encarna.

A imagem rara flagra Moacyr e João brindando como se brindassem à própria sobrevivência.

São décadas de boemia, da legítima, da que não pede selfie nem validação. Homens que conhecem os atalhos da cidade e não têm pressa de chegar, porque sabem que o melhor sempre acontece no meio do caminho, entre um copo suado e uma história mal resolvida.

Entre um palco e outro, inventam petiscos, dividem risos e colecionam verdades provisórias. O chope desce, o tempo afrouxa, e o papo, ah, o papo, vira patrimônio imaterial depois do quinto brinde.

Porque, para eles, viver nunca foi rotina: sempre foi performance. E o bar, o único palco onde ninguém finge ser maior do que é.

Saúde! 🍺

Ninguém aprende a gostar de samba e boemia. O sentimento já estava ali, guardado, num cantinho do coração. Kadu já veio ...
28/04/2026

Ninguém aprende a gostar de samba e boemia. O sentimento já estava ali, guardado, num cantinho do coração.

Kadu já veio assim de fábrica, com defeito de origem: coração batendo em 2/4 e alma que não aceita silêncio.

Ele é o rosto oficial do Braca!

Carioca até a medula, vascaíno nato, cresceu no meio dos bambas, então, enquanto muita gente aprendia a falar, ele já aprendia a sambar ideia.

Na foto com Moacyr e Beth é quase covardia. Beth com aquele vozeirão que parece bronca de mãe e carinho ao mesmo tempo, Moacyr com cara de quem resolve a vida num verso só… e Kadu ali, no meio, com aquele ar de quem não fez nada e fez tudo.

Kadu tem essa malandragem leve, sem esforço. Não canta alto, não faz pose… mas quando abre a boca, sai história. E das boas. Metade é verdade, metade pode ser invenção, mas tudo com firma reconhecida no cartório do botequim, com o escrevente Jaguar.

Agora, timing mesmo… só Deus explica. Porque é muito provável que, bem na hora do estalo do repique, no breque, aquele momento sagrado, o Kadu simplesmente esqueça da vida, do compasso e até do próprio nome… e puxe um gole caprichado, desses de respeito, como se fosse final de campeonato. Mas também, convenhamos, difícil competir, o chope do Braca vem naquele ponto que desafia qualquer concentração humana.

Só tem uma coisa que ele nunca esquece, de deixar o copo vazio voltar cheio e sempre no padrão dele, o mais gelado das galáxias. Porque desafinar até passa… mas chope quente é heresia que ele não comete nem sob ameaça de perder o samba.

Ser sambista, pra ele, não é profissão nem personagem, é vício. É jeito de andar, de rir, de sofrer sem fazer escândalo.

E no fim das contas, enquanto tem gente tentando entender a vida, Kadu tá ali, vivendo, entre um verso atravessado, uma risada fora de hora e um gole no tempo errado, ou exatamente certo.

Porque no improviso, meu amigo… ele sempre encontra o tom.

Ô sorte ser teu amigo.

Saúde! 🍺

✒️

É amanhã, chegou o grande dia.Não é só data, é celebração de quem apanhou da vida e, ainda assim, ficou de pé. Porque ca...
22/04/2026

É amanhã, chegou o grande dia.

Não é só data, é celebração de quem apanhou da vida e, ainda assim, ficou de pé.

Porque cair é humano; permanecer no chão já é escolha — e a gente, convenhamos, nunca foi de escolher pouco.

Viver é esse samba meio torto, cheio de síncope e surpresa. E quem atravessa merece mais que aplauso: merece chope gelado, mesa cheia e conversa que não acaba, a vida se resolve melhor entre um verso, um gole e uma gargalhada.

São Jorge não chega fazendo discurso: vem na fumaça da feijoada, no tilintar dos copos, na fé sem marketing.

Porque fé de verdade não grita — sustenta.

E se o mundo lá fora anda meio sem vergonha na cara, aqui dentro a gente responde do jeito antigo: riso, tradição, copo cheio e respeito na mesa.

No fim das contas, a vida não pede licença — atropela.

Cabe a nós brindar de volta.

Amanhã, a festa é nossa.

📌 Braca Bar Santana - Quinta-feira

Feijoada completa a partir das 12h

Samba ao vivo com Resenha do Favela a partir das 14h

Apareça — traga sede e coragem. O resto, meu amigo, é detalhe bem servido.

Salve Ogum.

O bar estava naquele ponto exato entre a fé e o pecado, meia-luz e um rádio antigo tentando lembrar que o mundo já foi m...
21/04/2026

O bar estava naquele ponto exato entre a fé e o pecado, meia-luz e um rádio antigo tentando lembrar que o mundo já foi mais lento.

Era 23 de abril, dia de São Jorge, e Vinicius de Moraes, com a alma levemente embriagada de mundo, deixava o uísque descer como quem reza sem culpa.

Garçom, hoje o santo é guerreiro… capricha na dose, que eu também tô em batalha, diz Vinicius, ajeitando o copo como quem ajeita um verso.

Batalha de quê, poeta? responde o garçom, já íntimo daquele tipo de filosofia líquida.

De viver, meu amigo. Que é a mais longa das guerras e a única que a gente insiste em perder com elegância.

O garçom ri, seca um copo com um pano que já viu mais histórias que muito padre.

E São Jorge entra onde nisso tudo, Vinicius?

Entra montado no cavalo branco, atravessando nossos dragões particulares… boleto, saudade, ressaca moral… essas coisas que não saem em retrato.

Então hoje é dia de promessa?

Promessa nada. Hoje é dia de brindis. Promessa a gente faz sóbrio e esquece bêbado. Brinde a gente faz bêbado e lembra sóbrio.

O uísque chega. Âmbar. Sincero. Como certas verdades que só aparecem depois do segundo gole.
Sabe, meu caro, continua Vinicius, São Jorge devia frequentar mais boteco. Igreja é muito séria. Aqui, pelo menos, a gente erra com poesia.

E o dragão, poeta?

O dragão… ele te olha e te manda pra Tonga da Mironga do kabuletê. O dragão somos nós às seis da manhã, sem coragem de encarar o espelho.

O garçom serve mais um, já cúmplice.

Então viva São Jorge, Vinicius?

Viva. Mas viva também o garçom, que é quem mantém a fé líquida e constante.
Eles brindam. Lá fora, o mundo continua duro. Lá dentro, São Jorge sorri discretamente, talvez porque saiba que, entre uma espada e um copo, o homem sempre escolhe aquilo que o salva por dentro.

E que fique registrado no guardanapo da vida: dia 23 de abril, sexta-feira, no Braca Bar, São Jorge desce do cavalo, veste camisa de malandro, encara uma feijoada respeitável, samba ao vivo e chope indecentemente gelado ao meio-dia, porque fé, meu caro, quando é de verdade, canta os sambas eternos pro santo mais amado do mundo e seus devotos… salve São Jorge Guerreiro.

✒️

Aqui no Braca, a gente não serve só o melhor chope de São Paulo. A gente serve convicção líquida — daquelas que descem r...
15/04/2026

Aqui no Braca, a gente não serve só o melhor chope de São Paulo. A gente serve convicção líquida — daquelas que descem redondas e sobem pra cabeça com elegância de botequim antigo.

Mas o segredo mesmo mora nos nossos drinks, esses malandros bem vestidos e nas caipirinhas, que andam desfilando por aí como quem sabe o estrago que faz.

Tem gente que vem pelo chope… e acaba ficando por causa delas. Ou por causa de si mesmo, que ali, entre um gole e outro, se encontra sem querer.

Porque no fim das contas, bar bom não é o que mata a sede, é o que acorda a alma… e deixa a gente perigosamente à vontade pra não ir embora nunca mais.

Saúde! 🍺

Endereço

Rua Doutor Renato Paes De Barros, 908
São Paulo, SP
04530001

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 11:45 - 00:00
Terça-feira 11:45 - 23:30
Quarta-feira 11:45 - 23:30
Quinta-feira 11:45 - 23:30
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Telefone

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