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Não é só chegar bonito...Tem que chegar resolvendo.Arroz cremoso, carne no ponto, batata fazendo o barulho que tem que f...
12/08/2026

Não é só chegar bonito...

Tem que chegar resolvendo.

Arroz cremoso, carne no ponto, batata fazendo o barulho que tem que fazer e aquele tipo de combinação que não está tentando inventar moda.

Está só tentando acertar.

E acerta.

Porque no fim das contas, almoço bom não precisa vir com explicação longa, conceito complicado nem história demais.

Precisa chegar quente, bem servido e fazer você esquecer por alguns minutos que ainda existe uma tarde inteira pela frente.

Aqui, a gente gosta assim.

Sem firula.
Sem economia.
E com respeito ao prato.

BRACA ITAIM
📍 Rua Dr. Renato Paes de Barros, 908 — Itaim Bibi

BRACA SANTANA
📍 Rua Augusto Tolle, 253 — Santana

Agosto chega sem pedir licença.Encosta no balcão, chama o garçom, olha para a mesa e lembra que fim de semana bom não pr...
11/08/2026

Agosto chega sem pedir licença.

Encosta no balcão, chama o garçom, olha para a mesa e lembra que fim de semana bom não precisa de muita explicação.

Precisa de samba.
Precisa de choro.
Precisa de copo no ponto, comida chegando e aquela conversa atravessada que começa pequena e, quando vê, já tomou conta da mesa inteira.

Aqui no BRACA, a programação de agosto vem para fazer isso do jeito que a birosca entende: juntar quem gosta de música boa, de resenha bem feita e de um motivo sincero para brindar a vida.

No Itaim, os sábados começam no ritmo certo a partir das 15h, e os domingos ganham chorinho com Paulicéia Samba & Choro a partir das 13h.

Em Santana, os domingos ganham trilha sonora a partir das 16h.

Escolha sua unidade.
Escolha sua data.
Ou faça melhor: escolha mais de uma.

Porque por aqui, quando o samba começa, a mesa entende o recado. 🍻

📍 BRACA Itaim
Rua Dr. Renato Paes de Barros, 908
Sábados, 15h
Domingos, 13h — Chorinho com Paulicéia Samba & Choro

📍 BRACA Santana
Rua Augusto Tolle, 253
Domingos, 16h

Uma tarde, quase noite, acabou a luz no Braca.Microfones mudos. Caixas desligadas. O bar mergulhado no escuro. E foi aí ...
11/08/2026

Uma tarde, quase noite, acabou a luz no Braca.

Microfones mudos. Caixas desligadas. O bar mergulhado no escuro. E foi aí que o samba mostrou o que é.

F**aram um violão de sete cordas, uma caixa de fósforos e algumas pessoas que ainda sabiam sentir.

Wilson Risada começou a cantar “Cordas de Aço”, de Cartola.

Aquela voz grave entrou no escuro como se viesse de muito antes de nós.
Ninguém falava.
Alguns choravam.

Eu filmei aquela cena quase religiosa e, depois, perguntei:
— Wilson, o que é isso? Você tem noção do que essa voz provoca?

Ele riu e respondeu:
— É o canto dos escravos.

Nunca mais esqueci.

Porque talvez ele tivesse explicado o samba inteiro numa frase. Samba é isso.

É a dor que aprendeu a dançar para não enlouquecer.
É saudade com ritmo.
É um povo chorando escondido atrás de um sorriso.
É transformar amor, fome, paixão e morte em refrão para conseguir chegar vivo ao domingo seguinte.

Mas, desta vez, o domingo chegou sem Wilson.
De sábado para domingo, Risada nos deixou.

Filho de São Jorge, contas de Ogum no peito, sorriso fácil, educação rara e sempre debruçado sobre o tantan como quem conversava baixinho com a própria vida.

Wilson não batia no couro, confessava segredos.
E agora f**a o silêncio.
F**a uma mulher tentando compreender como a casa pode continuar sendo a mesma sem a voz dele dentro.

F**am os filhos descobrindo, da maneira mais injusta, que chega um dia em que a gente procura o pai pela casa e ele só responde dentro da memória.

A pessoa vai embora, mas os seus pequenos hábitos continuam chegando antes dela.

Uma cadeira.
Um cheiro.
Uma risada.
Uma música.
E, de repente, tudo vira saudade.

Foi muito bom ser seu amigo, Risada.
Muito bom mesmo. Daqueles privilégios que a vida concede sem avisar que um dia cobrará em lágrimas.

Nunca mais haverá uma tarde de samba em que eu não procure, ainda que por um segundo, suas contas de Ogum, seu sorriso e aquelas mãos sobre o tantan.

A vida é um sopro. O samba também.

Mas há homens que passam tão bonitos pela vida que, quando morrem, não deixam silêncio.
Deixam eco.

Durma.

A roda continua.

Mas nunca mais será completa.
Silêncio. O sambista está dormindo.

✒️ Christian

07/08/2026

Tem gente que serve chopp.
E tem gente que leva chopp a sério.

Porque não é só abrir a to****ra e encher o copo.

Tem temperatura.
Tem colarinho.
Tem tiragem.
Tem copo certo.
Tem cuidado com a chopeira.
E, principalmente, tem respeito por aquilo que chega na mesa.

O Kadu costuma dizer uma coisa por aqui:

“Chopp é o estado mais puro da cerveja.”

E talvez seja justamente por isso que a gente implique tanto com ele.

Tem que chegar trincando.
Tem que ter espuma bonita.
Tem que ser bem tirado.
E tem que dar vontade de pedir o próximo antes mesmo de terminar o primeiro.

Não por acaso, o nosso chopp foi eleito o melhor de São Paulo pela Academia da Cerveja da Ambev.

Prêmio é bacana. A gente f**a feliz pra caramba.

Mas amanhã tem outro barril, outro copo e outro freguês sentado no balcão.

E começa tudo de novo.

Porque tradição, quando é levada a sério, dá trabalho todo santo dia.

Hoje é Dia da Cerveja.
Mais uma bela desculpa pra tomar um 315 com a gente.

Essa foto foi feita na quadra do Salgueiro, durante uma matéria para a revista PLACAR. Mas, olhando bem, parece menos um...
04/08/2026

Essa foto foi feita na quadra do Salgueiro, durante uma matéria para a revista PLACAR. Mas, olhando bem, parece menos uma entrevista e mais o flagrante de um crime gastronômico.

A quadra fervia. Cerveja gelada, couro quente e uma feijoada tão preta que parecia ter absorvido todos os pecados do Rio.

Nesse dia Almir Guineto estava virado, nervoso e impaciente, mas diante de um prato respeitável: arroz, couve, farofa, laranja e um torresmo com a imponência de um ministro antes da denúncia.

Mussum olhou para o prato:
— Isso tudo é pra você, Almirzis?
Almir nem levantou os olhos:
— Não. Metade é pro meu colesterol.

Mussum puxou uma cadeira e, com a naturalidade dos grandes canalhas, roubou o torresmo.
Almir parou.
Olhou para Mussum.
Olhou para o prato.
Olhou outra vez para Mussum.
Naquele silêncio cabiam três divórcios, dois homicídios e uma reunião de condomínio.
— Você pegou meu torresmo.
Mussum, sereno:
— Peguei não. Ele caiu emocionalmente no meu prato.

Almir segurou o banjo. A roda congelou. Ninguém sabia se ele tocaria um samba ou cometeria um crime com acompanhamento musical.

Vieram duas notas.

Mussum começou a improvisar versos sobre amizade, feijoada e apropriação indevida de carne suína. Em segundos, a quadra inteira cantava.

Mussum levantou o copo:
— Justiça socialzis!
Almir respondeu:
— Justiça social é dividir a feijoada. Roubar torresmo é capitalismo selvagem.

A quadra veio abaixo.

No fim da tarde, ninguém lembrava mais da entrevista, da revista ou da pauta. Almir tocava, Mussum cantava e o Salgueiro sambava.

Porque o samba descobriu antes da psicanálise que o homem nunca briga realmente pelo torresmo. Briga pelo desejo infantil de ser o primeiro servido, o preferido da mesa e, secretamente, o dono da cozinheira.

A civilização começou quando aprendemos a dividir o prato.

E terminou quando alguém inventou o último torresmo.

De leve, Rei Guineto!

✒️ Christian

31/07/2026

Tem coisa que vai muito além de pedir um petisco.

Nos dias 31 de julho, 1º e 2 de agosto, o valor arrecadado com a venda do nosso Bolinho de Camarão será revertido para ajudar na reconstrução do Café Lamas, patrimônio da boemia carioca e parte da história de tanta gente.

É o nosso bolinho de respeito entrando em uma ação ainda maior: 25 bares unidos para ajudar o Lamas a reabrir suas portas.

Então, nesses três dias, ao pedir nosso Bolinho de Camarão, você também faz parte dessa reconstrução.

Quem não puder participar presencialmente ainda pode contribuir diretamente pela chave PIX oficial:

Café Lamas Ltda
33.354.762/0001-45

Cada pedido ajuda. Cada contribuição fortalece.


Meio-dia chega sem pedir licença.Vem com pressa, com fome, com conversa atravessada e aquela vontade de sentar diante de...
29/07/2026

Meio-dia chega sem pedir licença.

Vem com pressa, com fome, com conversa atravessada e aquela vontade de sentar diante de um prato que resolve o resto do dia.

No BRACA, a comida vem assim: bem servida, quente, generosa e sem frescura.

Arroz no ponto, frita dourada, molho abraçando o prato e uma garfada que faz a rotina desacelerar por alguns minutos.

Porque comer bem também é isso:
Parar, sustentar o corpo e lembrar que o dia f**a melhor quando a mesa faz a parte dela.

No Itaim ou em Santana, puxa a cadeira.
A birosca cuida do almoço.

28/07/2026

Tem hora que a fome não pede muita explicação.

Ela chega no meio da tarde, cutuca sem cerimônia e lembra que tem coisa que só uma boa birosca resolve.

No BRACA, o sanduíche vem daquele jeito: pão no ponto, recheio generoso, molho, textura e sustância pra fazer a pausa valer a pena.

Porque quando bate a fome de verdade, não é qualquer lanche que segura a resenha.

Bateu a fome?
Deixa que a birosca resolve.

Tá sem tempo? Chama nosso delivery, no iFood.

Bar bom também sabe dar aquela força! De 31/07 a 02/08, todo Bolinho de Camarão pedido no Braca ajuda a escrever mais um...
27/07/2026

Bar bom também sabe dar aquela força!

De 31/07 a 02/08, todo Bolinho de Camarão pedido no Braca ajuda a escrever mais um capítulo da história centenária do Café Lamas.

Vamos brindar essa corrente do bem !


📍Braca
🔹️Rua Doutor Renato Paes de Barros, 908 - Itaim Bibi.
🔹️Rua Augusto Tolle, 253 - Santana.

Endereço

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