23/05/2024
A história do Campari surge em 1860, antes mesmo da unificação italiana, nas mãos de Gaspare Campari, em Novara, Itália e ganhou sua fama por conta da vibrante cor vermelha, oriunda de um corante de Conchonila, extraído do inseto de mesmo nome.Nascido em 1828 Gaspare foi o décimo filho de uma família de fazendeiros. Aos 14 anos começou a trabalhar como garçom e se tornou obssecado pelos hábitos dos clientes. Não demorou muito para abrir seu próprio bar, no coração de Milão, onde desenvolvia suas próprias infusões, aromáticos e claro bitters. A localização do estabelecimento foi extremamente fortuita. Posicionado à sombra da Catedral de Milão, coincidiu com a inauguração da Galleria Vittorio Emanuele, e não demorou para que o bar se tornasse o centro da elite milanesa. Seus bitters – na época sob a alcunha de Bitter all’Uso d’Holanda – se tornassem os mais famosos da cidades. Gaspare morre em 1882 e a pequena empresa passa para a mão de seus dois filhos, Davide e Guido. Em 1904 é criada a primeira fábrica em Sesto San Giovani, perto de Milão, e em 1920 a dupla abandona a produção de todas as demais infusões, restando apenas o rótulo que levava o nome da família. “Hoje, apenas três pessoas sabem a fórmula secreta e ela é tão secreta que ninguém sabe que são essas 3 pessoas! Infelizmente, eu não sou uma delas”, afirma Eligio Bossetti, historiador da família Campari. São produzidas cerca de 3 milhões de garrafas de Campari por ano, distribuídos para mais de 190 países. Dentre os maiores consumidores estão a Itália, Alemanha, França, Japão e Brasil. A representação visual sempre foi de enorme importância para o Campari. Desde o fim dos anos 1800, as representações estão enraizadas pelo estilo da Belle Époque: um período que celebrava a extravagância e a indulgência. Os posters promocionais da época apresentavam um estilo de vida que valorizava o prazer e a realização de todos os seus desejos. Um dos grandes responsáveis pela estética foi o artista plástico Leonetto Cappiello, que desde o final do século 19 criou mais de 100 obras para a empresa. Seu poster “Spiritello” foi considerado não só um marco em sua carreira, mas um dos mais emblemáticos do Grupo Campari. Nele é representado um Bufão surgindo de dentro de uma casca de laranja, com olhar malicioso, enquanto segura uma garrafa da bebida. O Campari sempre se manteve ligado diretamente as tendências da arte e suas ações sempre demonstraram essa preocupação. Em 1930 Fortunato Depero utiliza formas geométricas para uma iconografia futurista, destoante da Belle Époque. Depero foi responsável também pela criação da embalagem da Camparisoda, uma mistura pronta de campari e club soda, engarrafado para ser servido em dose única. A triangular garrafa da Camparisoda é tão iconica que não só mantem o mesmo design desde 1932 como é um assunto permanente de estudo na Semana de Desing de Milão. Entretanto a marca toma um novo rumo ao lançar a campanha de calendários Red Passion, um retorno a temática sensual de Dudovich. Sob a temática de ser ousada, a Red Passion é uma campanha de celebração ao corpo feminino, a sensualidade e, é claro, muito vermelho. As campanhas se mantem até hoje, estreladas principalmente por grandes beldades, tais quais Salma Hayek e Jessica Alba. Que delícia !!! Como nossa viagem inicia-se em Milão, então já sabem como faremos nosso brinde de chegada, haja Campari para satisfazer nossas emoções !!!