Vilarino, Vilariño, Villariño, Vilarinho. O nome deste simpático bar já foi grafado de várias formas. Apesar do atual proprietário confirmar que a placa "Villarino", atrás do balcão, está lá desde a inauguração do bar em 1953, os cronistas e os frequentadores, os amigos e aqueles que presenciaram o encontro histórico, todos divergem. Mas não importa: no essencial, o consenso é indiscutível. Situad
o estrategicamente nas proximidades do aeroporto, na esquina da Avenida Calógeras com Presidente Wilson, o Villarino era um dos locais preferidos pelos artistas, jornalistas, poetas e intelectuais do Rio para um bate-papo e um chopp no fim da tarde. Vários artistas em começo de carreira também apareciam por lá, procurando travar novas amizades. Algumas redações de jornais, gravadoras de discos, editoras, o Ministério da Educação e o Itamaraty, ficavam perto do bar. Na entrada, o Villarino é uma mercearia, vendendo comestíveis finos e bebidas importadas. Mais ao fundo, chega-se a um espaço com algumas mesas, onde o whisky é a bebida mais solicitada.