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02/10/2025
02/10/2025
29/09/2025

Sucesso sem saúde, paz e família é apenas um tipo bem-sucedido de fracasso. Não se perca na corrida.

29/09/2025
25/09/2025

IPÊ BRANCO: Uma nuvem em forma de árvore 🤍🕊

25/09/2025

Há 191 anos, em 24 de setembro de 1834, faleceu no Palácio de Queluz, em Portugal, no chamado quarto D. Quixote, Dom Pedro de Alcântara, conhecido como Dom Pedro I do Brasil e Dom Pedro IV de Portugal. Coincidentemente, ele havia nascido no mesmo aposento em 12 de outubro de 1798.

Dom Pedro manteve até o fim apenas o título de Duque de Bragança, depois de abdicar das duas coroas que ocupara: a de Portugal, em 1826, e a do Brasil, em 7 de abril de 1831. Sofria de tuberculose, agravada pelos esforços da Guerra Civil Portuguesa, na qual apoiou a filha, D. Maria II, contra o irmão, D. Miguel.

Pouco antes de sua morte, ditou uma carta aberta ao povo brasileiro em que defendia uma abolição gradual da escravidão.

Após o falecimento, o artista José Joaquim Rodrigues Primavera produziu um desenho a partir do natural. Com base nele, o gravador Maurício José do Carmo Sendim realizou uma gravura que ajudou a difundir a imagem do ex-imperador em seu leito de morte.

O corpo de D. Pedro foi sepultado em Lisboa, mas, conforme sua vontade, seu coração foi entregue à cidade do Porto, depositado na Igreja da Lapa.

Sobre sua morte, escreveu José Bonifácio de Andrada e Silva a D. Pedro II, em 1834:

“[…] só morrem os homens vulgares, e não os heróis. Eles sempre vivem eternamente na memória ao menos dos homens de bem, presente e vindouros; e sua alma imortal vive no céu […]”.

13/09/2025
12/09/2025
12/09/2025

Chiquinha Gonzaga nasceu Francisca Edwiges Neves Gonzaga, em 17 de outubro de 1847. Seu pai era o militar José Basileu Neves Gonzaga e a mãe Rosa, filha de uma escrava. Foi educada para os ofícios do lar, ser uma dama da sociedade e aprendeu sozinha a tocar piano.

Foi casada por imposição do pai quando tinha 16 anos com Jacinto Ribeiro do Amaral, um empresário que a maltratava. A união durou dois anos e, aos 18, Chiquinha Gonzaga vai viver com o engenheiro João Batista de Carvalho.

A vida amorosa da pianista foi marcada por escândalos para época, porque divorciou-se também do segundo marido, que a traiu. A família não lhe deu apoio e Chiquinha voltava-se, cada vez mais, para a música, após perder a guarda dos filhos.

A partir de 1877, passou a fazer da música uma profissão, condição ainda inédita para a figura feminina no Brasil. Sua primeira composição de sucesso foi "Atraente", mas não lhe rendeu o sucesso esperado.

Chiquinha contou com o auxílio do pianista português Artur Napoleão dos Santos para melhorar a técnica ao piano. A parceria lhe rendeu a primeira regência no teatro, em janeiro de 1885, quando apresentou a opereta "A Corte na Roça".

Essa fase foi marcada pela ausência, ainda, na imprensa local ao equivalente feminino da palavra maestro. A então maestrina compôs e regeu para peças de diversos gêneros.

Era considerada desafiadora do padrão da época por declarar-se abolicionista. Chegou a vender partituras para arrecadar recursos que foram destinados à "Confederação Libertadora". Um de seus músicos, José Flauta, era um escravo alforriado, cuja liberdade foi comprada por Chiquinha Gonzaga.

A consagração com a música chega na virada do século, com a marchinha "Ó Abre Alas". A canção foi repetida na passagem do século XIX para o século XX e é mantida no repertório carnavalesco até os dias atuais.

Quando chega aos 52 anos, mais um português marca a vida de Chiquinha. O romance entrou para a coleção de escândalos da vida da artista. João Batista Fernandes Lage tinha 16 anos quando se envolveu com a brasileira. Ele ainda adotou o sobrenome dela e passou a assinar João Batista Gonzaga.

Foi o companheiro que a ajudou na organização da "Sociedade Brasileira de Autores Teatrais". A organização ajudou a proteger os direitos autorais da artista.

Morte
Chiquinha Gonzaga
Última foto de Chiquinha Gonzaga tirada em seu aniversário de 85 anos
Chiquinha Gonzaga morreu no Rio de Janeiro, aos 87 anos, em 28 de fevereiro de 1935. Seu corpo foi sepultado no cemitério do Catumbi.

Homenagens
A importância de Chiquinha Gonzaga para a música nacional foi reconhecida também por lei. A partir de 2012, na data do nascimento da artista, 17 de outubro, passou a ser comemorado o "Dia da Música Popular Brasileira".

Em 1999 a rede globo de televisão reproduziu a minissérie "Chiquinha Gonzaga" focada na vida e obra da artista. Além disso, foi personagem do filme "Brasília 18%" (2006), papel desenvolvido por Bete Mendes.

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