Como chegar

Boteco " Aqui, a amizade e a confiança são como devem ser !" Tem um outro que, de tão teimoso, discute com o Google ! Abração a todos. L.

BAR DA ÁRVORE – 2.000 DIAS
Putz, não é que o nosso “bistrô” chegou aos 2.000 dias ?! ... Lá se foram mil dias depois de nosso primeiro “manifesto” contra certos Nostradamus que vaticinavam que o Bar da Árvore não sobreviveria mais que um ou dois meses ! Assim, pra que não se percam no tempo alguns fatos ocorridos nos últimos mil dias, vamos tentar resumir aqui, pérolas que só ocorrem num bar como esse. Se você não acreditar em alguma coisa que vou relatar aqui, problema seu (quem mandou não frequentar o lugar) !!! ...
Não é que um amigo que perdera uma aposta de dez garrafas de cerveja, resolveu abri-las todas de uma vez, deixando-as esquentando na mesa do ganhador ? Tem dois gêmeos gente boa pra caramba que não se desgrudam, parecendo ligados umbilicalmente um ao outro, bebericando boas cervejas em taças (o que eu acho meio fresco, mas fazer o que ? )...
Nesses mil dias, também tivemos uma ou outra perda (saudades da fácil e sonora gargalhada do Roberto Junqueira, por
exemplo !). Mas, no Balanço Geral, ainda conseguimos tirar do Bruto algum Líquido (epa !) ...
No bar, uma mulher branquíssima é lembrada como “preta”; tem dois bem-te-vis chatíssimos chamados Weltervi e Wendelvi; tem um DVD do Skank em Ouro Preto, que só não roda aos domingos e segundas; tem um grupo no whatsapp ensinando como não escrever português; tem freguês que só comparece ao bar, depois de dar uma voltinha ritualística pelo anel rodoviário; tem um amigo que reclamou da música alta, dizendo já estar meio velho pra isso e quase foi escorraçado pelo sempre gentil dono do estabelecimento; tem primos que não têm qualquer parentesco; tem o caso de um vendedor da Ambev, cujo carro foi - às escondidas - totalmente camuflado com banners da Itaipava, só pra que alguns sacanas tirassem foto da proeza e deixassem o vendedor em má situação; tem um marmanjão com apelido de “Pequena Sereia”; um tio que alguns maldosos dizem ser tia; tem um cara que já bateu o próprio recorde de consumo de Vi**ra; tem um novo tira-gosto chamado “Simplesmente Sal”; tem um cara que diz a palavra NÃO com dezesseis letras “A”, já num REDelírio peculiar; tem outro que usa as calças tão acima da cintura que são as únicas no mundo, com cheiro de desodorante; tem um professor que precisou dar uma “esfrega” em outro, que estava extrapolando nas suas divagações etílicas; tem sujeito que - às vezes - incorpora algum integrante do Village People e passa a dar seu showzinho particular, aumentando a fama de Bar Gay do lugar; alta noite costuma aparecer, sorrateiramente e por puxa-saquismo do dono do bar, uma ou outra mulher (de vez em quando o cara tem uma recaída e volta a pensar, por instantes, no artigo feminino ... mas, logo volta ao normal); tem um novo barzinho (desses de moda) que peleja pra subtrair os fregueses do Bar da Árvore, esquecendo que há MERCADO pra todo mundo; tem alguns foguetes quando o Galo ganha e quando o Flamengo perde (só pra encher o s**o de um vizinho também gente boa pra caramba, que – não se sabe porque – de vez em quando encabeça um abaixo-assinado pra acabar com o boteco); tem um freguês que fabrica uma ótima cerveja artesanal, deixando a Ambev preocupadíssima; tem o sogro de um amigo que afirma que o Padre José de Anchieta foi “carbonizado” pela Igreja Católica; outro disse que o avião da Malaysia Airlines desaparecido, devia estar na “atmosfera”; um pediu a um dos cozinheiros (rs...) que lhe fizesse meio bife com meio ovo; alguém pediu uma omelete pois estava com muita ressaca e precisava forrar o estômago e o dono do bar (preguiçoso como ele só) o aconselhou a não comer coisa tão pesada como ovo, trazendo-lhe em troca da omelete, um bifão (com três ovos em cima !); tem uma placa indicando SAÍDA na única porta do local; tem dia que o lugar está tão cheio que a gente não anda, faz manobra; no bar ninguém pode reclamar da cerveja, uma vez que cada frequentador é seu próprio garçom; tem um baita freezer que nunca é ligado, ocupando lugar num espaço tão pequeno; tem Congresso de Chato, fazendo parecer que todos os “malas” da cidade resolveram marcar encontro no boteco (onde os “malas” ainda são valorizados pelo dono, que é um deles); tem a presença do “Bóia” todos os sábados, indo buscar seu “macaco” semanal ou só pra passar a mão na bunda da gente; tem “Passarinho” que só não bebe água; tem um ex-goleiro excepcional que jogou pelo time da APAE; de vez em quando aparece o “Gigi” (ex-proprietário de um prostíbulo famoso) que sabe o nome de noventa e cinco por cento dos que frequentam o bar; tem também o caso da mulher de um amigo que reclamou que ele não a procurava mais e ele respondeu a ela: “mas, também, você nem se esconde !” ...
Pois é. Essas são apenas algumas amostras do que rola no Bar da Árvore. É, realmente, um bar peculiar, onde a amizade a confiança são como devem ser: uma via de mão dupla. Que venham mais vários mil dias pra um lugar em que se bebe e se come bem e ainda se faz terapia de graça ! Aos que (como eu) ainda reclamam a presença feminina no bar, um co***lo: uma das pouquíssimas vantagens de não entrar mulher no recinto é o fato de não termos que aturar ninguém com TPM e copo ou garrafa de vidro na mão ! Luz
(17 de Maio de 2014)

Endereço

Rua Chagas Sobrinho, 168
Oliveira, MG
35540-000

Horário de Funcionamento

Terça-feira 17:00 - 23:00
Quarta-feira 17:00 - 23:00
Quinta-feira 17:00 - 23:00
Sexta-feira 17:00 - 23:00
Sábado 11:00 - 18:00

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