21/11/2012
Carta de Desabafo
Olá a todos! Tive notícias que o Bar do Jow, antigo Faro Gourmet tem ficado movimentado a semana inteira, sendo frequentado por um grande número de jovens. Com a mesma idéia que a de todos estabelecimentos de entretenimento da cidade que é proporcionar lazer e diversão para os moradores e visitantes da nossa cidade. Mas, o sucesso de uns é a infelicidade de outros. A agitação na avenida mais badalada de Itaúna incomoda os vizinhos que acham que estão morando ate hoje na “roça” e não aceitam a evolução. O crescimento de qualquer cidade causa o chamado efeito colateral. Nossa vizinha Itatiaiuçu é um ótimo exemplo.
Os comerciantes de Itaúna estão cansados de perder seus clientes para os municípios vizinhas. Não é à toa que as grandes lojas que nasceram em Itaúna têm filial em Pará de Minas. Acredito que cometi um erro, pois devia ter investido lá também e se isso tivesse ocorrido, às vezes não estaria escrevendo essa carta e recebendo reclamações de vizinhos de meu antigo estabelecimento.
Concordo que entramos para nossas casas buscando paz e sossego, mas moradores das principais avenidas como a Av. 1º de Junho em Divinópolis, Av. Prof. Melo Cançado em Para de Minas, Av. Afonso Pena em Belo Horizonte e futuramente a Av. José Francisco da Silva em Itatiaiuçu, infelizmente são os primeiros a sentirem o reflexo do crescimento da cidade, construção de grandes prédios, grandes lojas de departamento, antigos casarões viram lanchonetes, óticas e farmácia.
A cidade de Itaúna tem um crescimento tímido se comparado as cidades vizinhas, quem gosta cuida, mas quero ver minha cidade evoluir. Alguns empresários assim como eu cogitam a possibilidade de trazer grandes franquias para a cidade e recebe a resposta do franqueador que a cidade não tem “porte” para receber tal empreendimento, isso é frustrante. São feitas pesquisas e percebe-se que uma cidade que não cresce a população há alguns anos e o numero de idosos aumenta e o de jovens diminui são algumas das justificativas para a inviabilidade de novos negócios.
Será que a Jove Soares tinha que continuar a ser um “rio” a céu aberto? Lembro de como era em 1985 por visitar parentes que até hoje moram ali, mas evoluíram com a avenida e dizem que não se incomodar mais com o barulho constante de construções, carros “a jato”, carnaval e até mesmo bares. Diferente de outros parentes que viveram e morreram vizinhos da linha férrea na esperança que ela fosse transferida para outro lugar. É mais fácil tirar um pequeno comércio, poste de luz que é só paga de perto da sua casa do que uma grande empresa gastar seu suado dinheirinho para beneficiar “poucos” moradores desta cidade.
Nunca vi os moradores de Itaúna se reunirem para conseguirem melhorias na cidade como hospital, mercado (Itatiaiuçu fez um de artesões maravilhoso), teatro, ruas, desvio de dinheiro público. Mas, mobilização popular para acabar com a diversão, isso estou cansado de ver. Quantas festas embargadas, bares fechados, casas de shows. Novamente as cidades vizinhas ficam a cargo de proporcionar diversão aos jovens itaunenses que transitam pelas rodovias e deixam seus pais acordados a noite inteira no silêncio de Itaúna.
É isso mesmo, continuem a perder as coisas boas que existem em nossa cidade e fiquem com o trem porque ele nunca vai parar.
Rodrigo Rezende Rodrigues
Publicitario e proprietário da Faro do Chopp
Curta, compartilhe, comente mas não fique de braços cruzados vendo a cidade ruir.