Muito mais do que um registro, o número 337 virou um símbolo da casa. A expressão (três- três-sete), nasce da necessidade de criar um nome para um espaço que sempre teve como uma de suas características principais o acolhimento das pessoas do bairro, acolhimento que se dava por diversos motivos: reuniões periódicas dos amigos da casa, aniversário de pessoas conhecidas da matriarca (a professora Ro
seri, que por sinal nomeou a casa como 3-3-7), encontro dos alunos, reunião dos diretores da associação de moradores do Inocoop, entre outras. Anos depois a casa passou a ser também ponto de encontro de movimentos sociais e culturais. Passaram por lá o Movimento Negro de Camaçari, o grupo Candeeiro Urbano, o grupo cultural Penseiros do Quiprocó (que realizava seus ensaios na casa), e demais demandas culturais. Agora a casa 3-3-7 quer aproveitar a sua energia para transformar o seu espaço em um ambiente que proporcione o acesso às diversas manifestações culturais do município de Camaçari e de outras cidades da Região Metropolitana de Salvador, através da música, do teatro, das rodas de conversas e poesias e das aulas públicas. Vale lembrar que o espaço cultural também é uma casa, e sendo assim manterá suas características. Portanto, sejam muito bem vindos, os novos frequentadores da três-três-sete, e muito bem vindo aqueles que já são quase moradores deste aconchego.