26/09/2019
Salve galera. Como vão vocês?
Essa foto trouxe muitas lembranças da criação do Hop Club. Primeiramente, a convite dos amigos da Bendover, a Angelina Spitfire foi fazer um som no 2° evento realizado no local, que ainda encontrava-se aberto na alcunha de Clube do Whisky. Com isso, recebi o convite do grande para que a banda assumisse a administração do local. Metade dela o aceitou, chamando outros amigos para esse envolvimento. Afinal, quem nunca sonhou em ter um bar? Fernanda, Queluz e Roger toparam o desafio conjunto, fazendo o Hop nascer com maestria.
Ao longo do trajeto, pessoas saíram, pessoas chegaram (João Roadie, Daniel), agregados colaram, histórias em conjunto foram construídas (Metalstock, Pudim, Visconde, Zoio, Galo, Willian, Baia, Betão, Caio, Geezer, e tantos mais, sempre juntos). Algumas amizades se acabaram. Alguns ciclos, afinal, existem para levar aprendizado a todos os envolvidos, que mesmo após a separação, seguirão com seus ensinamentos. Ou não.
Outras amizades permaneceram. Mais vivas e fortes do que nunca. Superações que levaram a criação de relações que perdurarão por toda a vida. Algo impossível de calcular-se monetariamente, mas que vale muito mais do que qualquer dinheiro.
O Hop ousou. Voou. Um grupo de pessoas sem sobrenomes oligárquicos, sem dinheiro para grandes investimentos, meteu o louco e construiu um local embasado no bom serviço, na cerveja gelada, nos drinks pirados, no rango simples, no ambiente aconchegante. Fechou sem presenciar nenhuma briga dentro de suas imaculadas paredes.
Abriu espaço para novas bandas surgirem, bandas que não possuíam espaço para nascerem, que encontraram no Hop um berço justo e respeitoso. Nenhum músico ficou sem receber. Nenhum músico foi maltratado. Hoje, o grande orgulho do Hop é ver músicos e bandas seguirem atuando e propagando suas verdades que, para muitos, nasceram e/ou foram gritadas dentro do Hop. Sentem saudades?
A cultura prevalecerá. A música prevalecerá. A ousadia de criar um espaço em frente a igreja Matriz, tocando rock n' roll e metal no horário da missa, no coração desse local provinciano, traz até hoje consequências para o Hop.
Mas são consequências recebidas de peito aberto e com muito orgulho. De ter se intrometido a atrevidamente construir um local repleto de verdades. Nenhuma delas absoluta, mas todas efetuadas com garra e coração.
Subimos o sarrafo do que representa ter um bar nessa cidade. O nome do Hop ecoa e continuará ecoando, pois ele nunca morrerá.
E, um dia, o Hop merecerá renascer de suas cinzas, dentro do local onde chegou quebrando tudo: BOTUCATU.
Será em breve?
Quem sabe!?