08/12/2023
Por que a cerveja “estupidamente gelada” nem sempre é a melhor opção?
Antes de falar sobre estilos, é importante explicar o que acontece na boca quando tomamos aquela cerveja “estupidamente” gelada. E isso tem tudo a ver com as papilas gustativas, que são responsáveis por identificar os sabores de tudo o que consumimos. Elas estão distribuídas por toda a boca, principalmente na língua.
Quando comemos ou bebemos algo muito gelado e com temperaturas abaixo de 0ºC, nossas papilas congelam. Por ficarem anestesiadas, isso prejudica a percepção dos sabores e aromas do que estamos consumindo.
Este é o principal motivo pelo qual a temperatura ideal para uma cerveja/chope artesanal nunca deve ser super gelada.
Além da questão do paladar, o comportamento da cerveja é outro ponto importante a ser considerado. Dependendo do estilo, a temperatura em que ela é servida pode mascarar as características e atributos sensoriais da bebida, deixando a experiência de consumo prejudicada.
Em resumo…
Cervejas claras, leves e de perfil sensorial menos complexo podem ser servidas entre 0° C e 4° C. A temperatura aumenta à medida que os estilos se tornam mais intensos.
Cervejas frutadas, à base de trigo, Weissbier e Witbier se saem muito bem quando servidas entre 5 °C e 7 °C. Já APA, IPA, Bock, Vienna, Dunkel, Porter, Stout, de teor alcoólico moderado, que são estilos mais encorpados e complexos, pedem serviço de 5 °C a 10 °C de temperatura.
Temperaturas entre 10°C e 15°C são indicadas para cervejas Trapistas, Barley Wine e Imperial Stouts. Estilos com mais potência alcoólica, que se revelam super complexos no aroma e no paladar em temperatura um pouco mais elevada.
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