A festa de sinônimo cultural engloba a cultura, a identidade e a memória. É uma festa que por mais que os anos passem, e lá já se vão 67 anos, ela não perde sua essência e a cada geração ela é mantida desde dos seus primórdios, acontece sempre aos Sábados de Aleluia, atraindo um grande número de pessoas, sempre após a teatralização da Paixão de Cristo na sexta-feira e morte do Judas, no sábado pel
a manhã. O boi é feito pelos próprios moradores do distrito de Bom Jesus do Bagre, preservando suas próprias características. No Sábado à noite, após a missa da Ressurreição na Igreja local, o Boi sai às ruas acompanhado por tocadores com instrumentos, homens vestidos de mulher e o povo sai ao som das canções populares. Localização: Praça central do Distrito de Bom Jesus do Bagre. A Festa, que faz parte do calendário municipal, é a manifestações folclórica mais antiga de Belo Oriente/Bagre. Barraquinhas de comidas, bebidas típicas, muita alegria e descontração também farão parte da programação. Segundo os registros da história de Belo Oriente/Bagre a festa do Boi Balaio surgiu da vontade de um grupo de moradores que resolveu se reunir para celebrar à sua maneira a famosa “malhação do Judas”, o apóstolo que traiu a Jesus. No sábado à noite, após a missa da ressurreição, um homem vestido como um boi carregando um balaio sai pelas ruas com os vários acompanhantes que, munidos de instrumentos, vão junto cantando, dançando e fazendo repentes com os nomes dos habitantes da comunidade. O boi, segundo a tradição, simboliza a fartura para todo o ano. A dinâmica do evento conta ainda com a presença do “amaldiçoado” Judas Iscariotes. De acordo com a tradição da festa, na noite de sexta-feira ele sai “roubando” pertences dos moradores como vasos de flores, sapatos, bicicletas e tudo mais que achar pela frente e puder carregar. Após esse ritual, as pessoas saem atrás do Judas até o momento em que ele é queimado em praça pública, simbolizando a libertação do mal. Depois, os objetos roubados são devolvidos.