29/01/2024
29 de janeiro: 20 anos do Dia Nacional da Visibilidade Trans
O dia 29 de janeiro segue sendo cada vez mais importante e necessário, principalmente no país em que mais mata pessoas trans no mundo. Por conta da violência diária, preconceito e discriminação social, mulheres e homens trans acabam sendo marginalizados das mais diversas formas possíveis, inclusive com as suas expectativas de vida, que são reduzidas pelas taxas de homicídio intencionais: enquanto a taxa de vida de um brasileiro cisgênero é de 76 anos, a de uma pessoa trans é de 35 anos.
Além disso, os casos de transfobia continuam crescendo enquanto ainda há poucas ações e programas para proteger a comunidade. Em busca de proteção, a população tr*******al e tr****ti brasileira passou a se organizar desde os anos 1990, principalmente através das redes de apoio que foram tomando forma e se espalhando pelo país.
As movimentações e buscas pelo mínimo de respeito e reconhecimento social gerou uma das demandas mais antigas do movimento LGBT+: em 2019, o Supremo Tribunal Federal aprovou a criminalização da homofobia e da transfobia, incluindo nominalmente na pauta tr****tis, transexuais e transgêneros, tornando o Brasil o 43º país a criminalizar a homofobia. Por aqui, “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito” em razão da orientação sexual da pessoa poderá ser considerado crime e inafiançável.
O Brasil está há mais de uma década no topo do trágico ranking de maior número de assassinatos de tr****tis e transexuais no mundo. Aqui em Bauru, seguimos na luta apesar dos avanços nas últimas décadas em relação à visibilidade, fruto da pressão de grupos organizados em prol da conquista e garantia de políticas públicas, tr****tis e transexuais ainda convive com a invisibilidade em relação aos seus direitos.
Somos, Estamos, Acostumem-se!