25/07/2026
Ser mulher preta é carregar a memória de quem resistiu quando o mundo tentou apagar sua existência. É transformar dor em coragem, silêncio em voz e desafios em caminhos para as próximas gerações.
Nossa representatividade não é apenas uma conquista individual; ela abre portas para que outras meninas e mulheres pretas reconheçam que também pertencem aos espaços de decisão, de conhecimento, de liderança e de poder. Quando uma mulher preta ocupa seu lugar, ela rompe barreiras construídas pelo racismo e pelo sexismo e reafirma que sua presença nunca foi um favor, mas um direito.
O lugar da mulher preta é onde ela decidir estar: nas universidades, nos parlamentos, nas empresas, nos movimentos sociais, na arte, na ciência, na cultura, na política e em todos os espaços onde as decisões são tomadas. Não fomos feitas para ocupar as margens da história, mas para escrevê-la com nossa inteligência, nossa ancestralidade e nossa potência.
Neste 25 de Julho – Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, celebramos aquelas que vieram antes de nós e renovamos o compromisso de seguir ocupando, com dignidade e excelência, os lugares que sempre nos pertenceram.
Que nossa voz nunca seja silenciada. Que nossa presença nunca seja invisibilizada. E que nosso protagonismo continue transformando o presente e inspirando o futuro.