12/07/2016
Olá, Cineclubistas!
Que o cinema é uma linguagem artística que sempre envolveu tecnologia, todos sabemos. Para torná-lo possível, pessoas como os Irmãos Lumiére tiveram que adaptar uma outra tecnologia da época, a fotografia, para conseguir a impressão de movimento obtida com a projeção de diversos quadros por segundo. Desde então, o cinema vem desenvolvendo, adaptando e utilizando tecnologias diversas para nos fazer ficar cada vez mais imersos no seu universo.
Para debater as novas tecnologias no cinema, escolhemos o longa Interestelar, de Christopher Nolan. Premiado com o Oscar na categoria de melhores efeitos especiais, o filme, no entanto, utilizou tecnologias não tão recentes assim, como o filme IMAX 70mm. Esse formato de película começou a ser utilizada nos anos 50, mas por anos deixou de ser utilizada, pois mesmo com uma resolução muito maior, seriam necessárias várias adaptações, como por exemplo, nos projetores. Mas a fim de conseguir um grau ainda maior de realismo nas cenas, o diretor de fotografia de Interstelar, Hoyte van Hoytema, decidiu usar a pesadíssima câmera nos ombros.
Ainda como recurso tecnológico, pode-se citar a representação gráfica de um buraco negro que foi criada para o filme. Para criar uma imagem fidedigna desse fenômeno praticamente desconhecido pela humanidade, Nolan contou com o envolvimento do astrofísico Kip Thorne como consultor, além de um software criado especificamente para gerar os cálculos necessários para representar o buraco negro.
Não precisamos falar que essa sessão estará imperdível, né?
Já sabem, então: próxima quinta, às 19 horas, no Ponto Centro Cultural.