24/06/2026
Hoje o manto verde e amarelo entra em campo para mais um desafio na Copa do Mundo. As ruas se enchem de expectativa, as famílias se reúnem e o clima de torcida toma conta do país. 🇧🇷⚽
Mas, infelizmente, a realidade nos bastidores desse cenário de festa é alarmante. Para milhares de mulheres brasileiras, o apito inicial não marca apenas o começo de uma partida, mas o início de horas de extrema tensão, medo e insegurança dentro de casa.
Os dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em parceria com o Instituto Avon, acendem um alerta vermelho que precisamos encarar de frente:
📈 +23,7% de aumento nos registros de ameaça em dias de futebol.
📈 +20,8% de alta nos casos de lesão corporal dolosa quando os times entram em campo.
Precisamos dar o nome correto às coisas: o futebol, o consumo de álcool ou o resultado do placar não são os culpados. Eles funcionam como um catalisador que traz à tona uma cultura de posse, machismo estrutural e violência. O esporte é paixão, mas a violência doméstica é crime e nunca terá justificativa.
Se você está vivenciando um relacionamento em que os dias de jogos se transformam em episódios de medo, ou se percebe que o comportamento do seu parceiro muda a ponto de ameaçar a sua integridade física ou psicológica: você não está sozinha.
Aproveite o dia de hoje para lembrar que a nossa maior torcida deve ser pela vida e pela segurança de todas as mulheres.
Seja o apoio de uma amiga, denuncie se ouvir algo no vizinho e, se precisar de orientação jurídica ou proteção, busque ajuda especializada.
📞 Ligue 180 | Central de Atendimento à Mulher. Denuncie!
📋 Referência do Estudo:
Nota técnica "Futebol e violência contra a mulher" (2022), coordenada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em parceria com o Instituto Avon. O estudo analisou microdados de segurança pública de capitais brasileiras cruzados com o calendário do Campeonato Brasileiro (Série A) entre os anos de 2015 e 2018.