10/07/2024
A vida de Maria Bonita
Maria Gomes de Oliveira, mais conhecida como Maria Bonita, foi uma cangaceira brasileira, companheira de Lampião e a primeira mulher a exercer função signif**ativa de liderança em um grupo cangaceiro, na história do Brasil.
Maria Bonita nasceu em 1911 no povoado Malhada da Caiçara, na cidade de Paulo Afonso, Bahia.
Casou-se nova, mas não conseguiu gerar filhos no primeiro matrimônio. Considerada seca, alcunha que denominava mulheres que não podiam "procriar", sofreu violência constante do primeiro companheiro e de sua família. Inclusive sendo espancada constantemente.
Então, após inúmeras agressões, Maria se separou e voltou a morar com os pais. Foi nesse momento que conheceu Virgulino Ferreira da Silva, conhecido como Lampião ou Rei do Cangaço.
Após um breve relacionamento , Maria foi convidada para fazer parte do seu bando de cangaceiros, o mais conhecido e temido na época.
Junto ao novo companheiro Maria ajudou a liderar o grupo e abriu espaço para a inserção de outras mulheres no universo do banditismo social nordestino. Mas as agressões não deixaram de acontecer. No mundo violento e machista do cangaço, o espaço da mulher era bem restrito. Demorou anos para que Maria Bonita pudesse, por exemplo, f**a no meio de homens em momentos de ação do grupo.
Maria Bonita acompanhou Lampião por 8 anos, até ser assassinada numa emboscada da polícia armada oficial, na Grota de Angico, em Poço Redondo (SE), em 28 de julho de 1938. Foi ela que reconheceu o homem que matou Lampião, que era um abrigo coitero e amigo.
Maria Bonita teve 4 filhos com Lampião, deixou um legado de he***na, apesar as controvérsias, e é conhecida historicamente como uma mulher de fibra e corajosa, ao encarar o mundo selvagem do cangaço e se adaptado a ele.
Apesar das controvérsias entre pesquisadores sobre a função das mulheres no período do Cangaço, Maria Bonita e Dadá são consideradas importantíssimas para entender esse período histórico brasileiro.
Texto Joel Paviotti
A foto mostra Maria Bonita, com cabelo amarrado, sentada de pernas cruzadas, chapéu na mão sobre o colo. Ao fundo vegetação típica do sertão nordestino.